Dzi Croquettes ( Arte, Humor, Música e um só Gurpo ).

Tive o prazer de assistir neste fim de semana o documentário sobre o grupo de teatro e dança Dzi Croquettes, com a direção de Tatiana Issa e Raphael Alvarez (Brasil, 2009). Com depoimentos de Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Pedro Cardoso, Miguel Falabella, Ney Matogrosso, Marília Pera, Cláudia Raia, entre outros. O documentário resgata a trajetória dos atores/bailarinos que se tornaram símbolos da contracultura ao confrontar a ditadura usando a ironia e a inteligência. Os espetáculos revolucionaram os palcos com performances de homens com barba cultivada e pernas cabeludas, que contrastavam com sapatos de salto alto e roupas femininas. O grupo se tornou um enorme mito na cena teatral brasileira e parisiense nos anos 70. A palavra irreverente já existia nos dicionários, mas atingiu um novo grau de entendimento depois da criação do grupo. A década de 70 foi de rompimento, de mudança, de fugir de padrões e buscar o novo, o desconhecido. A contracultura abriu espaço para questionamentos sobre a realidade, a ruptura ideológica e a transformação social. Nesse contexto um Americano desembarca no Rio de Janeiro: Lennie Dale unia a bossa nova a um swing do jazz novaiorquino; o encontro de 13 homens, 13 talentos. Surgia então o furacão que iria abalar as estruturas sexuais das pessoas, abrir portas, quebrar tabus, mudar a cena teatral Brasileira e Internacional. O grupo revolucionou os palcos cariocas com seus espetáculos andróginos. Desobedientes e debochados, decidiram desrespeitar a ordem do regime militar com inteligência. Os sapatos de salto alto e as roupas femininas propositalmente exibiam as pernas cabeludas e a barba cultivada pelos homens do grupo. O primeiro show, em 1972, foi um grande sucesso, apesar de ter sido banido pelo Serviço Nacional de Teatro. A comédia de costumes era um deboche ao sistema de ditadura e à realidade brasileira. O grupo também fez muito sucesso na Europa, especialmente na França, onde levou platéias parisienses à loucura. Esse documentário conseguiu reunir os integrantes do grupo, assim como amigos e admiradores para uma bateria de entrevistas exclusivas sobre o que é ser um Dzi Croquettes, a formação, os textos, a censura, o sucesso até a desintegração do grupo, mas nunca da idéia. O documentário conta com depoimentos de amigos e artistas consagrados no cenário artístico brasileiro e internacional como: Liza Minnelli (grande admiradora e amiga do grupo), o diretor e coreógrafo americano Ron Lewis, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Aderbal Freire Filho, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Elke Maravilha, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, Norma Bengell, entre tantos e ainda os integrantes originais do grupo: Claudio Tovar, Ciro Barcelos, Bayard Tonelli, Rogério de Poly e Benedito Lacerda. Mais de 45 depoimentos colhidos no Rio de Janeiro, Nova York e Paris contam a trajetória desse grupo que influenciou suas carreiras e suas vidas em uma trajetória fascinante recheada de sucessos, fracassos, assassinatos, grandes voltas por cima e a recuperação de uma parte da nossa história que não deveria jamais ser esquecida.

I had the pleasure to attend this weekend documentary on the group of theater and dance Dzi Croquettes with the direction of Tatiana Issa and Rafael Alvarez (Brazil, 2009). With testimonials from Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Pedro Cardoso, Miguel Falabella, Ney Matogrosso, Marilia Pera, Cláudia Raia, among others. The documentary recalls the history of the actors / dancers who have become symbols of the counterculture to confront the dictatorship using irony and intelligence. The shows have revolutionized the stage with performances of grown men with beards and hairy legs, which contrasted with high heels and women’s clothing. The group became a huge myth in Brazilian and Parisian theater scene in the ’70s. The irreverent word already existed in dictionaries, but reached a new level of understanding after the creation of the group. The 70 was a split, of change, to flee and seek the new standards, the unknown. The counterculture gave way to questions about reality, breaking ideological and social transformation. In this context an American arrives in Rio de Janeiro: Lennie Dale joined the bossa nova jazz swing to a New Yorker, the meeting of 13 men, 13 talents. Then came the hurricane that would shake people’s sexual structures, open doors, break taboos, to change the Brazilian and international art scene. The group revolutionized the stage with their performances in Rio androgynous. Disobedient and debauched, decided to disregard the order of the military regime with intelligence. The high-heeled shoes and women’s clothing purposely exhibited the hairy legs and beard grown by the men of the group. The first show in 1972 was a great success, despite having been banned by the National Theatre. The sitcom was a mockery to the system of dictatorship and the Brazilian reality. The group also became a hit in Europe, especially France, where Parisian audiences led to madness. This documentary brought together members of the group, as well as friends and admirers to a battery of exclusive interviews about what is to be a Dzi Croquettes, training, texts, censorship, success to the disintegration of the group, but the idea never . The documentary features interviews from friends and artists enshrined in the Brazilian and international art scene as Liza Minnelli (a great admirer and friend of the group), the American director and choreographer Ron Lewis, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marilia Pera, Ney, Betty Faria, José Possi Neto, Miele, Son Aderbal Freire, Fernando Jorge, César Camargo Mariano, Elke Maravilha, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, Norma Bengell, and even among many members of the original group: Claudio Tovar, Cyrus Barcelos Tonelli Bayard, Roger of Poly and Benedito Lacerda. More than 45 interviews conducted in Rio de Janeiro, New York and Paris tell the trajectory of this group that influenced their careers and their lives in a fascinating career full of successes, failures, murders, big comeback and recovery of a part of our history that they should never be forgotten

This entry was published on July 4, 2011 at 11:59 am and is filed under Uncategorized. Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s